Câmara
aprova plano de carreira do magistério e aumento
de 7% para servidores municipais
Projetos
terão de ser apreciados em segunda discussão.
Ticket alimentação passará para R$
100
Mais de 60 professores,
diretores e trabalhadores da rede municipal de ensino tomaram
o plenário da Câmara na primeira sessão
ordinária de abril, terça-feira (04). A razão
do comparecimento foi a votação em primeira
de duas discussões do projeto de lei do Executivo
que institui o plano de carreira do magistério.
O plano de carreira
chegou à Câmara na metade do mês de fevereiro.
No período, foram realizadas duas reuniões
entre vereadores, técnicos da área e secretária
de Educação para elucidação
de dúvidas e elaboração de propostas.
Ao que tudo
indicava, o projeto entraria na ordem do dia sem nenhuma
alteração. Os vereadores Sacilotto e Solange
Próspero, no entanto, elaboraram uma emenda ao artigo
55, adicionando o inciso XII, que concede três faltas
abonadas ao professor durante o ano letivo. Originalmente
o projeto não contempla as faltas abonadas. O Regimento
Interno da Câmara, todavia, não permite que
proposituras sejam inseridas na ordem do dia se forem apresentadas
em menos de 48 horas antes da sessão em que serão
votadas. Como a emenda foi proposta no mesmo dia da sessão,
não pôde ser apreciada na primeira discussão.
O mesmo Regimento permite que emendas sejam inseridas na
segunda votação e discussão dos projetos.
E o caminho será esse: a emenda será apresentada
na próxima sessão ordinária, respeitando
o prazo regimental, quando o plano de carreira entrará
em votação decisiva.
Na Tribuna,
os vereadores acenaram para a aprovação tanto
do projeto quanto da emenda em segunda discussão,
provavelmente por unanimidade, como na terça-feira.
Com a votação
do plano de carreira, o projeto de lei que dispõe
sobre aumento salarial dos servidores e agentes políticos
do Executivo foi pouco comentado na Tribuna, mas passou
também por unanimidade. O projeto 015/2006 aumenta
em 7% os salários do prefeito, secretários
e todos os servidores municipais. A palavra “aumento”
não é a que melhor define a matéria,
visto que o projeto considera o percentual de 7% como revisão
geral anual, mecanismo estabelecido no artigo 37 da Constituição
Federal para reajuste de salários dos servidores
e subsídios dos agentes políticos.
No dia 16 de
março, em reunião em que estavam presentes
o prefeito, vereadores e sindicalistas, o Sindicato dos
Servidores reivindicou aumento de 100% no valor do ticket-alimentação.
A reivindicação foi aceita e originou o projeto
de lei 017/2006, que modifica a lei municipal 1983/2001.
O ticket passará de R$ 50 para R$ 100. Apenas servidores
que recebem até salários correspondentes à
referência de nº. 10 (R$ 868) são beneficiários
do ticket-alimentação. O aumento salarial
também tem de ser votado em duas discussões,
mas seus efeitos são retroativos ao dia 1º de
abril..
Outros projetos
aprovados
O projeto 012/2006,
que concede bolsas de estudo para cursos pré-vestibulares,
recebeu uma emenda da vereadora Solange Próspero
e foi aprovado por unanimidade. Pelo projeto, o poder público
fica autorizado a conceder 50 bolsas de estudo no valor
de até R$ 110,00 para alunos comprovadamente de baixa
renda e com bom nível de
conhecimento.
10% das bolsas poderão ser oferecidas a alunos que
já se beneficiaram do expediente no ano anterior.
A emenda da vereadora Solange adiciona um parágrafo
no artigo 10º do projeto, obrigando a prefeitura a
contratar anualmente instituição de ensino
para promover o pré-vestibular, de acordo com os
termos da lei 8666/93, que é a lei de licitações
a qual devem se submeter os órgãos públicos.
Os projetos aprovados
018 e 019/2006 têm como alvo o bairro Jardim do Sol.
A primeira propositura autoriza a prefeitura a receber verbas
a fundo perdido mediante convênio a ser firmado com
a Secretaria de Estado de Habitação. Os valores
destinados ao município servirão para asfaltamento
das vias do Jardim do Sol. A segunda lei fixa convênio
com a CDHU, órgão vinculado à Secretaria
de Estado de Habitação, para que o município
receba R$ 150 mil para execução de obras de
infra-estrutura no bairro.
O projeto 020/2006
autoriza o Executivo a realizar suplementação
(remanejamento) de verbas do orçamento no valor R$
2 milhões e 152 mil. Fatia considerável do
expressivo valor (R$ 800mil) vai para a categoria orçamentária
“encargos gerais do município” e a justificação
alega que servirá para pagamento de precatórios
judiciais. As secretarias de Educação, Serviços
Públicos, Esportes, Indústria e Comércio
e Cultura, Ciência e Tecnologia serão as beneficiadas
com o restante das suplementações. A maior
despesa do restante será com merenda escolar (R$
400 mil) e transporte na área de educação
(R$ 450 mil). As verbas virão da estimativa de excesso
de arrecadação, prevista na lei federal 4320/64.
O projeto de
lei 016/2006, que dispõe sobre autorização
para o município firmar servidão de passagem
com a CPFL – Companhia Paulista de Força e
Luz – para linhas de distribuição de
energia elétrica em imóveis urbanos e rurais,
não foi colocado em votação. A CPFL
fica autorizada a executar todos os serviços necessários
à construção, conservação
e melhoramentos das linhas de energia nos imóveis,
sem ônus para o município. O projeto deverá
receber emenda que deixe claro que a lei não se estende
às propriedades privadas.
O projeto de
número 021/2006, que equipara os vencimentos do ocupante
do cargo de diretor da SAAEI – Serviço Autônomo
de Água e Esgoto de Itápolis – aos vencimentos
dos secretários municipais, foi retirado da Câmara
a pedido do prefeito municipal, autor da propositura.
O presidente
da Câmara, Engenheiro Irani Biazotti, marcou a próxima
sessão ordinária para o dia 18 de abril. Na
data, serão votados em segunda e última discussão
o plano de carreira do magistério e o aumento salarial
dos servidores e agentes políticos do Executivo.
Outras informações
no setor de imprensa da Câmara Municipal. Telefone
(16) 3262 1322 – ramal 22.