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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012 - 04:20


 

 

Projeto que cria 33 cargos de médico motiva discussões na Câmara

       Lei do executivo chegou minutos antes da sessão e foi aprovada em regime de urgência. Parcelamento de débitos também foi aprovado

       Havia tempo um projeto de lei não ensejava tanta discussão entre os vereadores. Foi dessa forma que se moldou a aprovação tortuosa em primeira de duas votações do projeto de lei do executivo, de número 010/2006, que cria ao todo 60 cargos na área da saúde municipal, sendo 33 de médicos de várias especialidades.

       Nada mais que cinco vereadores (maioria da Câmara) subiram na Tribuna para discutir o projeto no momento da votação. O foco mais quente da discussão envolveu os vereadores Sacilotto e Vladimar Reggiani. Sacilotto, relator da comissão permanente de Finanças e Orçamento, foi o primeiro a subir na Tribuna e divulgar seu parecer em separado dos demais membros. O vereador questionou a necessidade de contratação de mais 60 pessoas e perguntou também se os que já estão contratados correspondem e cumprem com suas obrigações, além de pôr em xeque a eficiência do sistema e dos futuros ocupantes dos cargos aprovados.

       A manifestação do vereador Sacilotto motivou uma ida em cadeia de vereadores à Tribuna. O segundo a falar foi Miarelli que se dirigiu ao comentário de Sacilotto e perguntou como analisar a eficiência de profissionais que sequer estão ocupando os cargos em questão. A manifestação mais acirrada foi do vereador Vladimar Reggiani, com atuação mais voltada para a área de saúde. Vladimar contestou as palavras de Sacilotto e disse que para entender a saúde pública tem-se que estar presente em tudo que envolve o tema.

       Fernando Travensolo destacou que o projeto do prefeito e sua justificativa estavam mal explicados, mas ponderou que existe visível falta de médicos na rede pública. O vereador exemplificou citando que há apenas um médico clínico geral para atender toda população. Fernando também lembrou que a investidura no cargo pode ser feita de acordo com a necessidade da Prefeitura e que não se pode criticar as filas e deixar de aprovar um projeto de criação de cargos de médicos ao mesmo tempo.

       O vereador Marinho seguiu linha parecida com a do vereador Sacilotto. Marinho afirmou não ser contra o projeto, mas disse estar abismado com o número de 60 cargos pretendidos. O vereador também protestou contra o fato de o envio da propositura ter se dado em minutos antes da sessão, sem tempo para estudos mais detalhados por parte dos vereadores.

        Depois das discussões, o projeto passou por unanimidade em primeira votação. Os cargos, que deverão ser providos em concurso público, são os seguintes: 02 médicos otorrinolaringologistas; 03 médicos cirurgiões gerais; 02 médicos cardiologistas; 02 médicos oftalmologistas; 03 médicos pediatras; 02 médicos psiquiatras; 04 médicos clínicos gerais; 03 médicos ginecologistas e obstetras; 02 médicos ortopedistas e traumatologistas; 01 médico do trabalho; 02 médicos urologistas; 02 médicos neurologistas, 05 médicos clínicos gerais para atuar nos programas de Saúde da Família; 02 psicólogos clínicos; 02 psicopedagogos; 10 atendentes administrativos; 03 auxiliares de dentista; 02 farmacêuticos; 05 auxiliares de enfermagem e 03 enfermeiros. O vencimento mensal de cada profissional médico gira em torno de R$ 2,3 mil, com carga horária de 20 horas semanais.

        Demais projetos

        Outros dois projetos integraram a ordem do dia e também foram aprovados por unanimidade. O primeiro deles, de número 008/2006, autoriza o executivo a parcelar débitos fiscais. Os débitos lançados na dívida ativa da Prefeitura, inclusive os do SAAEI (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itápolis) poderão ser divididos em até 60 parcelas mensais, com juros moratórios e correção monetária. Em casos excepcionais, o prazo pode ser estendido para até 96 meses. Se o débito estiver ajuizado, a ação ficará suspensa. Esse projeto recebeu uma emenda do presidente Engenheiro Irani Biazotti, determinando que as parcelas não poderão ser inferiores a R$ 16,00 e que o parcelamento deve ser regulamentado por decreto do executivo.

       O segundo projeto, de autoria dos vereadores Miarelli e Engenheiro Irani Biazotti, reconhece como de utilidade pública a Associação Protetora AMA – Amigos dos Animais e do Meio-Ambiente de Itápolis. Na justificação, os vereadores valorizam a atuação da entidade e a relevância pública dos serviços por ela prestados.

        Ao final da jornada, o presidente Engenheiro Irani Biazotti marcou a próxima sessão ordinária para a quarta-feira, dia 15 de março. A antecipação do dia 21 para o dia 15 deve-se à urgência em torno, principalmente, da segunda votação do projeto executivo 010/2005, de acordo com a secretaria administrativa da Câmara.

        Outras informações no setor de imprensa da Câmara Municipal. Telefone (16) 3262 1322 – ramal 22.

             Flávio Morais

             Jornalista

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