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Carrancas "Ari Rinaldi"
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Sábado, 18 de Agosto de 2018 - 11:07

 

Portal da Arte Itapolitana apresenta
"Ari Rinaldi"

         As carrancas são manifestações genuínas de arte brasileira. Nascidas ao longo do rio São Francisco, as peças serviam primeiramente para ornar a proa das embarcações que corriam ao longo do rio. Com o tempo essa arte foi se popularizando. Os carranqueiros, artistas que produzem as carrancas, podem ser encontrados por todo o Brasil. E em Itápolis também. Ari Rinaldi, 43 anos, faz carrancas há 24 anos.                                                             Em 1982 um caminhão deixou cair em frente à sua casa um tronco. Ari recolheu o tronco caído e, interessando-se por ele, resolveu trabalha-lo. Sem nenhuma experiência fez um formão com uma lima, e com a ajuda de um martelo entalhou um tótem que hoje faz parte da decoração de uma casa em Santos.                                                                                              De lá pra cá a produção não cessou. São tótens, carrancas, máscaras africanas, cachimbos, bonecos, anéis, chaveiros, tudo entalhado na madeira, com ferramentas criadas pelo próprio Ari, em seu Atelier.

         Numa segunda-feira nublada o Ari recebeu a equipe do Oloco em sua reservada oficina, e nos abriu um pouco da sua história...
         A inspiração para as peças ele conta que tem na hora em que vê o tronco. "Eu já vejo a peça pronta dentro da madeira. Daí é só trabalhar de forma com que essa peça se liberte do tronco", diz o artista. Usando ferramentas que ele mesmo cria, como uma goiva feita com uma faca de cozinha, Ari consegue dar vida à madeira. São peças vibrantes, de uma autenticidade encantadora.
         Além das carrancas, Ari também é mestre na arte de criar máscaras africanas, como as da foto, entalhadas em eucalipto.
         Em seu estúdio, espalhadas, pode-se ver obras de arte de uma beleza incrível. Um totem de mais de 3 metros de altura me chamou atenção. A peça era tão grande que não consegui fotografa-la inteira.

         O carranqueiro itapolitano também é fera nos pedais. Em dezembro de 2003, montado em sua bicicleta, Ari pedalou, em 9 dias, 736 quilômetros até a cidade mineira de São Tomé das Letras. Não satisfeito, pedalou mais 654 quilômetros dois anos depois para visitar a nascente do Rio São Francisco, passando pela Serra da Canastra, Serra da Babilônia e Serra das 7 Voltas. Foram 9 dias de viagem. O homem que chama o Rio São Francisco de "Chico" não vende seus trabalhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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